Detentos que foram para prisão domiciliar na pandemia descumprem regras e são recapturados

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Foto: Seres/Divulgação

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março, 1.485 detentos dos regimes fechado e semiaberto receberam autorização judicial para ficar em prisão domiciliar. Segundo a Secretaria Executiva de Ressocialização de Pernambuco (Seres), 28 desses presidiários, que estavam sendo monitorados com tornozeleiras eletrônicas, foram recapturados por descumprir as regras.

Tiveram autorização judicial para deixar as unidades, por causa das medidas para evitar aglomerações nas unidades prisionais, presos com mais de 60 anos e aqueles que apresentavam vários tipos de doenças (comorbidades).

Também foram beneficiados detentos que estavam no sistema por causa da falta de pagamento de pensão alimentícia e aqueles quem deveriam migrar para o regime aberto até 31 de julho deste ano.

A ação mais recente das equipes de policiais penais do Centro de Monitoramento Eletrônico de Reeducandos (Cemer) ocorreu na quinta (14). Eles recapturaram dez detentos. As prisões foram efetuadas durante a segunda fase da Operação Argos.

Ainda de acordo com a Seres, as recapturas ocorreram na Região Metropolitana do Recife, após o Cemer detectar as violações de perímetro em tempo real.

A ação foi realizada em conjunto com a Superintendência de Segurança Penitenciária (SSPEN), Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica (Giso) e Escola Penitenciária de Pernambuco (Eppe).

Todos os detentos foram levados para a unidade de origem, a Penitenciária Agroindustrial São João (PAISJ), em Itamaracá, no Grande Recife. Lá, passaram pela análise de documentação do judiciário e depois foram encaminhados à Penitenciária de Itaquitinga, na Zona da Mata Norte.

Segundo o secretário de Justiça de Pernambuco, Pedro Eurico, as decisões judiciais de liberação são cumpridas com todo o rigor, mas quem violar as regras será alcançado e terá sua pena regredida conforme também prevê a lei.

Segundo a Seres, o preso deve permanecer em casa, independentemente do monitoramento eletrônico. Ele está sujeito a punições, como negativa de benefício e retorno para o regime fechado.

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